Monday, July 27, 2009

Mostra Brasileira de Cinema em Colônia, Alemanha

Pela primeira vez, cidade recebe documentários que vão divulgar a cultura brasileira

Em novembro, a cidade de Colônia, na Alemanha, vai abrigar a Mostra Brasileira de Cinema, com exibição de nove filmes documentários da música brasileira, incluindo três do respeitado diretor finlandês Mika Kaurismäki.

Já estão confirmados os filmes "Lenine", um documentário sobre o músico pernambucano, "Diário de Naná – Música do Sagrado", com foco no percursionista Naná Vasconcelos, "Mistério do Samba", sobre a Velha Guarda da Portela, "O Milagre de Santa Luzia, a História do Acordeon pelo Brasil", (com Dominguinhos), e também "Simonal – Ninguém sabe o Duro que Dei". "Os Desafinados", produção da Globo Filmes, que tem como pano de fundo a bossa nova,também será exibido durante o evento.

Além de apresentar três produções próprias sobre a música brasileira - "Moro no Brasil", "Sonic Mirror", e "Brasileirinho", sobre o chorinho brasileiro – Mika Kaurismäki comandará uma oficina de roteiros durante a Mostra.

Segundo a produtora cultura Andréa Salles Ackerman, o festival será exibido no centro cultural Cinenova Arthouse, no bairro de Ehrenfeld, que reúne os espaços culturais e alternativos da cidade. O espaço comporta ainda a apresentação de shows. Assim, a mostra prevê, além da exibição dos filmes, shows dos músicos ali retratados. Naná Vasconcellos, Max de Castro e Simoninha confirmaram sua presença. Seu Jorge, retratado em "Moro no Brasil", pode fazer um dos shows durante a Mostra.

“Colônia tem uma comunidade de brasileiros maior que a da capital alemã, Berlim”, explica Andrea, idealizadora da Mostra, e que mora na Alemanha desde 1996.
Andrea destaca que as relações comerciais da Alemanha com o Brasil são fortes e só isso já justificaria uma Mostra desta natureza. Só o Estado de São Paulo conta com mais de mil filiais de multinacionais alemãs, segundo a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. A cultura brasileira ganhou ainda mais destaque entre os alemães desde o início da crise econômica, que afetou seriamente o país. Os jornais econômicos, como Handelsblatt, vêm acompanhando de perto o desempenho do país, que se “descolou” do resto do mundo. O “modus operandi” brasileiro, assim como de outros países emergentes, acabou por chamar a atenção dos europeus, que se viram numa das piores recessões econômicas da sua história.

“Era a oportunidade de destacar o Brasil também culturalmente”, explica Andrea, que contou com o apoio da prefeitura de Colônia para realizar o evento.


A cidade de Colônia tem cerca de 1 milhão de habitantes localizada na região centro oeste da Alemanha. Esta é a primeira vez que é realizada uma mostra cultural unindo cinema e música com o tema Brasil.

A Mostra será exibida também em Stuttgart, uma semana antes, pelo centro cultural Círculo Cultural Brasileiro onde haverá também os shows e divulgação nacional do evento.

Andrea tem visitado empresas com vias a buscar captação de patrocinadores/recursos.
Na Alemanha, o projeto da Mostra conta com apoio da TAM, Fundação de Cinema Alemã (Filmstiftung NRW), prefeitura de Colônia, Audi, da revista Tópicos, Globo internacional, além de revistas e jornais nacionais.


Mostra Brasileira de Cinema
Produtora cultural: Andrea Salles Ackermann
Quando: dia 11 a 15 de novembro, em Colônia e 08 a 12 de novembro, em Stuttgart
Onde: Colônia, Cinenova Arthouse – Stuttgart, Atelier am Bollwerk
Por que: Divulgar cultura brasileira, marketing cultural, trazer mais investidores para o Brasil.

Filmes exibidos:

Lenine, a continuação - um documentário sobre o músico pernambucano Lenine
Direção: Rodrigo Pinto

Diario de Naná – Música do Sagrado, com foco no percursionista Naná Vasconcelos
Direção: Paschoal Samora

O Mistério do Samba - sobre a Velha Guarda da Portela
Direção: Lula Buarque de Holanda


O Milagre de Santa Luzia - a História do Acordeon pelo Brasil
Direção: Sérgio Roizenblitz

Simonal – Ninguém sabe o Duro que Dei
Direção: Cláudio Manoel

Os Desafinados - produção da Globo Filmes, que tem como pano de fundo a bossa nova.
Direção: Walter Lima Jr

Moro no Brasil – mostra diferentes estilos musicais no Brasil
Sonic Mirror – Bill Cobham volta as suas raízes no coração da Bahia com Male Debalê
Brasileirinho – sobre o chorinho, manifestação musical anterior ao samba
Direção: Mika Kaurismäki.


Contatos: gueia@gmx.de

Monday, July 13, 2009

A vida das "maridas"

Uma mensagem no celular:

- olá, C., aqui é L. Ligo para dizer que A. nao está bem de saúde e se nega a ir ao médico. Está com febre. Por favor, me ligue.

C. então retorna para L. e pergunta o que aconteceu.

- A. está doente, nao quer ir ao médico e eu nao posso ir pois tenho medo do que seja e possa passá-lo ao meu filho.

- claro, estamos em época de gripes suínas, não dá pra vacilar. Mas vou ligar a ela e ver o que fazer, reforçar o alerta.

- Alô, A., soube que você está doente. Poxa, pega um táxi e vá ao médico agora.

A. responde:

- Não, não se preocupe, já me mediquei, e vou esperar até amanhã.

Depois de uma troca de sugestões do que era melhor fazer, C. explica a A. que também não pode levá-la porque está com alguma virose que ainda nao sabe o que é, e seria perigoso para ambas por conta dos respectivos filhos. Mas C. desliga dizendo:

- Se você nao se cuidar, vou ligar para a T., que você sabe, é um general, e vai te dar mais broncas que eu.

- Obrigada, querida, C., eu te amo.

No dia seguinte C. ligo para A. e fica sabendo que estava bem melhor.

Um pouco mais tarde, C. comenta no msn com F. que estava preocupada com sua virose, que dependia de alguns exames. F., por sua vez, mãe de dois filhos, e gestora de três grandes projetos, não hesita em dizer:

- Se precisar, me chame, eu faço questão de ir com você.

Um dia antes, Tr., estava triste. Solteira e decepcionada com um amor vai-não-vai, que agora tomou outro rumo, e leia-se, outra parceira. C. deu todas as dicas de viagem para que ela conhecesse um lugar paradisíaco da Bahia, a fim de viver seu luto. Quando Tr. chegou lá, mandou torpedos carinhosos a C., gratíssima pelas dicas. Começava sua retomada com ajuda da Bahia de todos os santos.


As seis personagens aqui envolvidas têm entre 30 e 50 anos. Quatro são mães, cinco solteiras. Sempre enroladas com alguém, é verdade, nunca tão sozinhas assim.

Uma está prestes a casar e não tem filhos. Ela fica brava sempre que alguém reclama da falta de marido. Morou no exterior e considera a sociedade brasileira tão machista a ponto de as mulheres se sentirem oprimidas por não lograrem encontrar um parceiro ou fazer um filho.

Todas aprenderam a se reconhecer nas demais e assim, fortaleceu-se o respeito pelo leão morto de cada dia, e criaram um canal de generosidade inconteste.

No cansaço de administrar casa, carreira, filhos, família, e muita vezes lidar com enormes situações de desamor, as mulheres ficam exaustas e passam a buscar a compensação para essa eterna doação. Muitas vezes se perdem correndo atrás do amor romântico, para equilibrar essa conta que não fecha. Dão e não recebem na mesma moeda. Mas em networks femininas como a descrita acima, fica evidente o quanto são seres espontaneamente amorosos, que já vivenciam o amor de mãe, de amigas, de irmandade.

Tal qual o rei Roberto, que elegeu Erasmo Carlos seu irmão de fé, amigas verdadeiras se tornam irmãs, brincam de ser "maridas", em nome de proteger-se e reconhecer a dificuldade por oras de tocar a vida com tantas responsabilidades.

Quem sabe se aprenderem a agradecer o que têm de bom - e amor entre amigas e mulheres é um presente poderoso - relativizam os demais amores que esperam.


Os homens, por outro lado, têm esse lado bem resolvido: a irmandade, o corporativismo entre eles, que está presente desde sempre, mais legitimado por eles mesmos, que sempre aumentaram a tese de que o sexo oposto é competitivo.

A ética masculina realmente é válida, para proteger seu igual.

Porém, na hora da dificuldade, as mulheres, por essência, são extremamente solidárias entre si. Algo que muitos homens só conhecem através de suas companheiras, nem sempre através de seus amigos, que jamais permitiriam se chamar de "mulherzinhos" entre eles diante de um gesto de generosidade...

Monday, June 01, 2009

Geminianas Alteradas 7


Todos os anos, Carla França, Fátima Cardeal e eu realizamos em conjunto nosso aniversário. A festa foi batizada com o nome de "Geminianas Alteradas", numa corruptela das "Mulheres Alteradas", série da cartunista argentina Maitena.

Todo ano nós estressamos com cerveja que pode acabar, com atrações que queremos ter, com as músicas que devem tocar. Mas todo ano a gente tem a satisfação de ouvir as pessoas dizerem: "esta é a melhor festa que já fui".

Todos os anos achamos que nunca mais faremos, mas nos anos seguintes os amigos nos pedem. E são momentos mágicos que já vivemos, como uma pista lotada no União Fraterna, uma bateria da Vai Vai, Maracatu, dança afro, e até a falsa Wanderléa.

Não ganhamos um centavo, ao contrário, é um prazer investir no que a gente acredita que pode render em alegria.

É o melhor "networking" que alguém poderia promover.. rsrs

Sábado agora, no Café Concerto Uranus.

Wednesday, April 15, 2009

microblogando...

...confesso que passei minha gana de postar no blogue para o twitter... carlajimenez9!

140 caracteres para sintetizar ideias.... depois da folha em branco na web, voltamos a "ufkern"... sim, isso é piada de quem trabalhou no Estadao na década de 90.

Enfim, há de tudo. pessoas que desabafam, dizem o que comeram, estado de ânimo.. mas o que gosto mesmo é que encontrei mtos "followings" com dicas preciosas de Economia e Tecnologia...


vale!

Tuesday, April 07, 2009

Era uma vez uma bolha...

...era uma vez um país pequeno na Europa que viu nas tulipas um grande valor. Era o século XVII, e a economia era uma matéria para poucos. Naquele tempo, era tanto valor que às tulipas atribuíam, que o seu preço subiu no mercado. Subiu, subiu tanto, que ficou mais caro que os imóveis. E havia pessoas que trocavam casas por bulbos de tulipas. Era uma conta irreal, e todo mundo começou a dizer que ali havia uma bolha. E um dia ela estourou e o país quase quebrou....


... era uma vez um país grande na América do Norte que viu nas ferrovias o futuro. Era então o ano de 1880 e a economia era matéria para poucos. Naquele tempo, era tanto valor que se atribuíam às ferrovias - seu potencial era muito mais evidente que o das tulipas -, que o seu preço subiu no mercado. Subiu, subiu tanto, que ficou mais caro que qualquer outro ativo. E havia pessoas que trocavam todas as suas economias por ações de ferrovias. Era uma conta irreal, e todo mundo começou a desconfiar que ali havia uma bolha. E um dia ela estourou e o país quase quebrou...

...era uma vez um país grande na América do Norte que viu no mercado de ações um modo iinteressante de expandir a economia. Era então o início do século 20 e a economia era matéria para mais que poucos - começava a classe média a ganhar prestígio e visibilidade. naquele tempo, era tanto o valor que se atribuía ao mercado de capitais que seu preço subiu no mercado. Subiu, subiu tanto, que ficou mais caro que qualquer ativo... E havia pessoas que trocavam seus dinheiros no banco por ações. Era uma conta irreal... e todo mundo começou a desconfiar que havia uma bolha... E um dia ela estourou e o mundo quase quebrou...

...era uma vez, num mundo globalizado, que viu na expansão de novas tecnologias uma oportunidade. Era o início do século 21 e a economia não era matéria para tão poucos, mas ninguém tinha paciência para entender o que os economistas diziam. Internet, era o novo fenômeno. Naquele tempo, era tanto valor que se atribuía à rede que havia portais sem consistência que valiam mais até que grandes conglomerados de tijolos. Era uma conta irreal... e todo mundo avisou que era uma bolha... até que ela estourou e a economia levou um tombo....

...para encurtar a história. Agora... a bolha da vez... veio pelo mercado imobiliário. Todos compravam com crédito emprestado de um banco, que comprara esse mesmo crédito de outro banco... E era um valor irreal daquele dinheiro... mais valor que alguns avisavam... é uma bolha... e ela estourou...

Sunday, April 05, 2009

Já tem demissões depois da fusão Itaú Unibanco

...vida real... as demissões estão acontecendo no Itaú... começaram com os executivos que estão perto de se aposentar. No pain no gain, diriam os responsáveis pela fusão.

"Você é petista, não?"

Ouvi essa pergunta esta semana, e como sempre, fiquei ressabiada com ela. Não, eu não sou petista. Mas sim, eu votei no PT. Sim, gosto de algumas coisas que este governo está fazendo e o outro não fez, embora seja, como todos - ao menos, acredito - indignada com a corrupção.

Fico ressabiada e na verdade incomodada porque não ter ódio do Lula em São Paulo é algo mal-visto. Em Curitiba, quando conversava com a dona da banca sobre a revista Veja - que para mim, é falha e não retrata a realidade inteira, apenas a que o Sudeste quer ver - , ela confirmava uma impressão minha. Ela disse que de dez semanais, oito são revista Época e Carta Capital (revista assumidamente de esquerda) e duas são Veja.

E Curitiba não é filha da Bolsa Família, como o Nordeste...

Gosto de algumas coisas que este governo vem fazendo, ainda que sob uma saraivada de críticas. Ah, Bolsa Família e Bolsa Escola. Reclamem o que queiram, isso foi a única coisa que reduziu o impacto da desigualdade neste país. E, como sempre fiz como jornalista na minha vida, fui tirar dúvidas a respeito do que se fala com o governo junto a especialistas da oposição.

É assim que se tem uma opinião mais honesta, menos enviesada. Você lê o Estado de S. Paulo para ler o que efetivamente o PT faz. E você lê a Carta Capital para saber o que efetivamente o PSDB faz.

Gosto deste governo mas não sou cega. Aliás, iniciei minha vida "política" como cidadã apoiando Covas para a presidência nos meus tempos de faculdade. Isso mesmo, eu era tucana e achava que o Brasil não estava pronta para alguém tão agressivo como o Lula daqueles anos.

Gosto de muitas pessoas do PSDB, e acho de fundamental importância o que eles fizeram pelo Brasil. Mas o pragmatismo tucano sempre me incomodou, o "nunca vai dar certo", quando se tratavam de projetos sociais, e a importação de modelos estrangeiros, sem anestesia ou filtro, para problemas essencialmente tropicais.

De fato, fui uma das latinoamericanas (sou nascida no Chile e criada no Brasil, e naturalizada brasileira) que se entusiasmou com o "He is the man!" do Obama para com o Lula.


Eu não vou ficar fazendo apologia para políticos que defendem a minha classe (média). Quem estiver no poder vai governar bem pra mim, o máximo que acontece é aumentar um imposto aqui ou acolá.

Há uma classe média consciente no Brasil, que vota mais à esquerda porque os partidos mais voltados à esquerda estão mais próximos das causas sociais. Isso não é um fenômeno brasileiro, é mundial, é da origem dos partidos de esquerda.

Num artigo sobre o assunto, "Esquerda versus Direita", de 2006, Paulo Roberto de Almeida, doutor em Ciências Sociais, sintetiza um dos aspectos que diferenciam esses dois extremos: "... a esquerda reivindica a si mesma uma identificação com a resolução de determinados problemas sociais via forte atuação do Estado e políticas indutoras de transformação, ao contrário dos “liberais”, ou direitistas, que confiariam mais nas forças de mercado para que essa correção se faça."

É verdade, os liberais querem que o mercado regule. E a esquerda, quer o poder com o Estado. Basta ver o que aconteceu com o Mínistério das Comunicações e ver que esse conceito pode ser muito mal empregado pela esquerda - o ministro e o Ministério tiraram poder da Anatel (criada na gestão FHC), o que é um retrocesso no papel do cidadão , algo aliás que vai contra a própria cultura da esquerda.

Mas ao mesmo tempo, os nossos liberais cantaram na mesma cartilha dos liberais do mundo afora, que hoje estão às voltas com a crise criada pelo "mercado regulador".

Ou seja, há imperfeições nos dois modelos.

Mas ao contrário de tempos atrás quando havia uma divisão maniqueísta de eleitores, confesso que acho demodê julgar pessoas pelo que elas votam. Eu não me nego a votar no PSDB de novo ou mesmo no PMDB se houver um bom plano. Eu quero eleger quem agora vai manter o que de bom fez o PSDB - estabilidade econômica e marcos regulatórios importantes -, o PT (melhora da desigualdade social) mas avance para reformas profundas para ceifar a corrupção endêmica e invista numa revolução na educação.

De verdade, né?



Thursday, April 02, 2009

Kassab (in)sustentável

Sustentabilidade é um conceito que tomou o mundo dos negócios. Todas as empresas querem se mostrar sustentáveis. Fazedoras de produtos e executoras de processos sustentáveis, que se retroalimentam, e nao agridem o meio ambiente.

Pois de que vale o marketing da iniciativa privada, se o poder público deixa passar leis que afetarão sim o meio ambiente e a vida da comunidade?

Na semana passada a Câmara Municipal de São Paulo começou a discussão para rever o Plano Diretor da cidade, que define, entre tantas questões, as diretrizes para a arquitetura da metrópole. Em pauta, propostas de mudanças que... beneficiam construtoras e prejudicam a cidade. O projeto saiu, vejam só, do próprio Executivo.

A ala kassabista apoiou as mudanças - foi das mais beneficiadas em termos de doações em época de campanha, segundo
reportagens do jornal Valor
.

O pomo da discórdia: ampliação dos limites de construção nas áreas mais valorizadas da cidade.

A capital paulista já tem o caos da trânsito, da poluição, das grandes enchentes.

O que mais nos falta?

Em tempo: o fenômeno da indiferença nao se restringe a São Paulo. Carta de José Pedro Naisser ao jornal Oesp conta que em Santa Catarina, deputados aprovaram a lei que reduz de 30 metros para 5 metrs a origatoriedade de manutenção das matas ciliares. Ou seja, nao respeitam as matas nativas que protegem as nascentes de córregos e riso, informa o leitor. "Nao aprenderam com a tragédia de 2008", conclui.

Pimenta nos olhos dos outros não arde nem em SP nem em SC.