Friday, May 18, 2007

que remédio...

Em 1996, 5,2 milhões de crianças americanas foram diagnosticadas com Distúrbio de Atenção e Comportamento. Para elas, foi receitado o uso de Ritalin, remédio que melhorava a distração ou apatia das crianças. Em Mais Platão, menos Prozac, o filósofo Lou Marinoff chama a atenção para o fato de a medicação ter sido indicada - e consumida - antes de ter certeza se aquela criança está na verdade com falta de motivação, ou estímulo do ambiente em que está inserido.

Diz Marinoff que os remédios não exterminam o problema. Na verdade, ele apenas adia a solução do mal-estar que acomete esse 'doente'.

Ele não está 'doente'. Ele está sentindo algo. Aos poucos me dou conta que os males físicos muits vezes são curados com medidas simples. Penso em quantas crianças devem ser te se salvado com o método mãe canguru, onde o recém nascido pré-maturo´, é colocado em contato com a mãe, todo seu corpo encostado ao de sua mãe, para dar-lhe suporte à recuperação e crescimento.

A vontade de eternizar o tempo e evitar a dor, o choque de se deparar com alguns aspectos de si mesmo provocam alguns constrangimentos. Uma criança é reflexo de um adulto. Ela está pura, aberta, apenas reproduz.

As pessoas esqueceram de exercitar o sentir. Há muito andamos anestesiados.

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